Dicas de Saúde

Inchaços sem causa aparente devem ser avaliados por cirurgião vascular

Caracterizado pelo aumento do tamanho dos pés e dos tornozelos; das mãos e dos braços; ou, ainda, do abdômen, o edema confere à pele um aspecto esticado e brilhante, além de tornar desafiadoras as atividades mais corriqueiras – como, por exemplo, o ato de calçar meias e sapatos.

Resultando, até mesmo, em dificuldade respiratória, o inchaço causado pelo acúmulo de líquidos nos tecidos do corpo humano pode estar relacionado à trombose, à obstrução no Sistema Linfático, a infecções, a varizes, a doenças cardíacas ou ao consumo excessivo de sal. Por isso, ao manifestar-se, ele deve ser avaliado por um cirurgião vascular.

O Hospital Notre Dame São Sebatião conta, em seu corpo clínico, com a especialista Carlene Kok – CRM 33439. Caso perceba algum dos sintomas descritos acima, agende uma consulta.

Saiba mais sobre as fraturas de clavícula

Os traumas diretos ao nível dos ombros, muito frequentes em quedas da própria altura e em acidentes de trânsito, representam a principal causa das fraturas da clavícula –  uma das mais comuns, tanto entre as crianças quanto entre os adultos.

Apesar de ocasionadas pelos mesmos mecanismos de trauma, como ocorre durante a prática de atividades físicas e a realização de brincadeiras, é nos adultos que as fraturas costumam exigir tratamento cirúrgico, assegurando uma recuperação funcional mais rápida.

Três semanas após o procedimento, que apresenta índice de sucesso de 95 a 98%, retira-se a imobilização e inicia-se a reabilitação com orientação de fisioterapeuta. Ao constatar-se a cicatrização da fratura, entre quarta e a sexta semana após a cirurgia, dá-se início à prática de exercícios de reforço muscular, a fim de devolver ao paciente as condições necessárias para que retome suas atividades laborais e esportivas – o que deve ocorrer três meses após a intervenção cirúrgica.

Em adultos, o tratamento conservador é indicado apenas para fraturas parciais ou aquelas com mínimo desvio, desde que acometam pacientes que não praticam esportes competitivos.

Nas crianças, por sua vez, a imobilização é o tratamento mais indicado, pois, graças às suas caraterísticas de vascularização e de periósteo, a cicatrização tende a ser ágil e a remodelação óssea satisfatória. Além disso, os procedimentos cirúrgicos apresentar maior risco de não cicatrização e de reações ao material de síntese.

No que diz respeito aos sintomas relacionados às fraturas de clavícula – lesões que não comprometem a vida do paciente, mas podem levá-lo à perda funcional e a sequelas de movimento, caso não sejam tratadas adequadamente -, os principais são a dor localizada e a limitação para elevar o membro superior. Além disso, pode-se verificar hematoma, edema e, até, deformidade óssea, dependendo da intensidade do trauma. Percebendo-os, procure um especialista.

Março Vermelho alerta a respeito do câncer renal

Identificado pela cor vermelha, o mês de março busca conscientizar acerca do câncer renal – doença que ocupa a terceira posição entre as mais frequentes do aparelho geniturinário.

Acometendo, geralmente, indivíduos entre os 50 e os 70 anos, os tumores são duas vezes mais frequentes nos homens que nas mulheres e encontram, na Doença de Von Hippel-Lindau, na hipertensão, na obesidade, no histórico familiar e no tabagismo, os fatores de risco para o seu desenvolvimento.

Caracterizada por dor, presença de sangue na urina e uma massa abdominal palpável, a doença é comumente identificada de forma incidental, graças à realização de exames de rotina. Seu diagnóstico final, porém, é feito por meio da ultrassonografia, além da tomografia computadorizada do abdômen – bastante útil, também, para a identificação do seu estágio.

Quanto ao tratamento do câncer renal, a cirurgia é o única terapêutica curativa definitiva já conhecida. No entanto, o diagnóstico precoce de pequenas massas renais vem possibilitando que, ao invés da Nefrectomia Radical – isto é, a extração  de todo o rim, além da glândula adrenal e dos linfonodos regionais -, se opte mais frequentemente pela Nefrectomia Parcial – que consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança, preservando-se o restante do tecido renal.

 

Fevereiro Roxo alerta a respeito do Mal de Alzheimer, do Lúpus e da Fibromialgia

Apesar de serem doenças notavelmente distintas, o Mal de Alzheimer, o Lúpus e a Fibromialgia têm, ao menos, dois aspectos em comum. O primeiro deles é o fato de não que, para elas, não há cura conhecida pela Medicina. O segundo, o de serem lembradas durante o “Fevereiro Roxo” – mês de conscientização acerca da relação direta entre o seu diagnóstico precoce e a manutenção da qualidade de vida.

Conheça mais sobre cada uma das enfermidades:

Mal de Alzheimer:
– é provocado pelo acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador;
– resulta na perda da capacidade cognitiva e da memória;
– atinge especialmente os idosos e, como os seus sintomas podem ser confundidos com condições inerentes à velhice, mostra-se uma doença de difícil diagnóstico;
– de forma lenta e gradual, o acúmulo proteico afeta mais regiões do cérebro, ocasionando novos prejuízos à vida do paciente;
– em estágios finais, o portador pode precisar de assistência até para realizar atividades básicas, como tomar banho.

Lúpus:
– é uma doença inflamatória autoimune, isto é, ocorre quando o próprio Sistema Imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo humano;
– pode afetar diversos órgãos e tecidos, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro;
– em casos graves e diante da ausência de tratamento adequado, pode levar à morte.

Fibromialgia:
– é uma doença reumatológica que acomete, em sua maioria, as mulheres;
– tem como característica a dor muscular crônica e generalizada;
– apresenta, também, sintomas como fadiga e alterações do sono, da memória e do humor;
– tratada adequadamente, com a associação de medicamentos e terapias como a Acupuntura e a Fisioterapia, o paciente pode viver com qualidade;
– sem tratamento, porém, a enfermidade pode resultar em incapacidade física e limitação funcional.

O papel da cirurgia minimamente invasiva na Urologia

As cirurgias minimamente invasivas estão entre os principais avanços da Urologia nos últimos anos. Elas são caracterizadas pela realização de procedimentos cirúrgicos com pequenos corte ou até mesmo sem cortes, por meio de orifícios naturais. Nesse cenário, destacam-se a Endourologia, a Cirurgia Videolaparoscópica e a Cirurgia Robótica.

A Endourologia, diferentemente da cirurgia aberta, é realizada através da inserção de pequenas câmeras e instrumentos no trato urinário, já que grande parte dele pode ser acessado pela uretra. Dessa maneira, é possível a cirurgia endoscópica para retirada de pedras (cálculos) e tumores. A recente introdução de ureteroscopia rígida e flexível aumentou a capacidade do urologista em lidar com essas patologias no trato urinário.

Já na Videolaparoscopia,a realização dos procedimentos cirúrgicos ocorre por meio de incisões milimétricas, através das quais são introduzidas câmeras microscópicas, que ampliam e facilitam a visão do cirurgião, tornando a cirurgia mais precisa, qualificada e com melhor estética. Assim, a Videolaparoscopia proporciona pós-operatórios mais rápidos, nos quais a dor é muito menos intensa do que a ocasionada pela cirurgia aberta. Outra vantagem importante é o menor índice de infecção, devido à menor exposição dos tecidos, manobras mais delicadas e menor permanência hospitalar. Na urologia, as cirurgias videolaparoscopicas mais realizadas são as cirurgias reconstrutivas do ureter e as cirurgias oncológicas de rins, próstata e bexiga.

A Cirurgia Robótica, por sua vez, é uma tecnologia moderna que aprimora o procedimento cirúrgico através de imagens em 3D e articulações das pinças cirúrgicas. Além de suas inúmeras funções e facilidades, a Cirurgia Robótica é reconhecida por sua precisão e pelos benefícios garantidos ao paciente: melhores resultados oncológicos, menos dor, menos chances de sangramento, recuperação pós-operatória mais rápida e menor tempo de hospitalização.

Texto: Guilherme Marx – Médico Urologista (CRM 38582)

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Por Rodrigo Ughini Villarroel
Oncologista e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame Júlia Billiart

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre a população masculina brasileira, levando ao óbito, em média, 42 indivíduos por dia. Por isso, esclareço o que é mito e o que é verdade, no que diz respeito à doença.

O sedentarismo e a obesidade podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de próstata?
Sim. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas, que podem levar às alterações moleculares responsáveis pela origem do câncer.

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata?
Sim. Casos da doença entre parentes próximos, como pai, irmão ou tio, aumentam as chances de surgimento da doença.

O câncer de próstata é uma doença de idosos?
Não. Apesar de haver um aumento da probabilidade de desenvolver o câncer de próstata à medida que envelhecemos, outros fatores também influenciam no surgimento da doença. Por isso, cerca de 1/3 dos casos são diagnosticados antes dos 65 anos.

PSA aumentado é, necessariamente, sinal de câncer de próstata?
Não. A quantidade antígeno prostático produzida pela próstata pode variar em outras situações, como a de hiperplasia benigna da próstata, inflamação da próstata ou trauma.

Todos os casos de câncer de próstata são tratados com cirurgia ou radioterapia?
Não. Em casos de tumores de baixa agressividade, há a opção da vigilância ativa, na qual se faz um monitoramento periódico da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

Se não há sintomas, não há câncer de próstata?
Não. O de próstata é um dos cânceres mais silenciosos. Portanto, nem todos os pacientes apresentam sintomas.

Recomendo que homens negros, obesos mórbidos ou com parentes de primeiro grau que apresentem câncer de próstata iniciem avaliação urológica periódica aos 45 anos. Os demais devem fazê-lo a partir dos 50.

 

Novembro Azul: urologista destaca a importância da atenção ao próprio corpo

Com o objetivo de conscientizar os homens acerca do seu protagonismo, no que diz respeito à atenção à própria saúde, o movimento Novembro Azul enfatiza a prevenção ao câncer de próstata – o segundo mais comum entre os brasileiros.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), com mais de 68 mil novos casos diagnosticados no País, tanto em 2018 quanto em 2019, o carcinoma da próstata foi o responsável por cerca de 30 mil óbitos. Por isso, o urologista Guilherme Marx esclarece, no áudio abaixo, os cuidados capazes de prevenir o surgimento do tumor maligno, bem como os sintomas aos quais é preciso estar cotidianamente atento.


Membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame Júlia Billiart, o especialista está atendendo com valor promocional, ao longo de todo o mês de novembro. Assim, busca contribuir com a mobilização mundial – mesma razão pela qual o Laboratório de Análises Clínicas da instituição está realizando, com preço reduzido, a análise do percentual de Antígeno Prostático Específico presente em amostra sanguínea.

Agende a sua avaliação médica: (54) 3320-0100

Diagnóstico correto é o maior aliado no tratamento da lombalgia

Por Afonso Papke
Reumatologista e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião

Lombalgia não é um diagnóstico, mas um sintoma. Por isso, deve ser pesquisada a sua origem, que pode ser na coluna – como resultado de doenças degenerativas, inflamatórias, infecciosas ou traumáticas -, irradiada do quadril ou, também, de doenças de órgãos internos, como rim e pâncreas. Além disso, a dor pode ser muscular, como nas contraturas, ou das síndromes miofascial e neurológica, como nas compressões de raízes nervosas.

As duas principais ferramentas para o diagnóstico são a anamnese e o exame físico. Exames de imagem, como Raio-X, tomografia e ressonância, também podem ser necessários. A partir disso, os resultados devem ser sempre avaliados em conjunto com os sintomas apresentados.

A lombalgia ou dor nas costas, por exemplo, quando inicia antes dos 45 anos e tem duração de meses, com rigidez na coluna associada, pode ser um sintoma de espondilite – um reumatismo inflamatório que pode levar a deformidades e imobilidade de coluna, caso não seja tratado.

Há outros sinais de alerta que podem indicar doenças mais graves, tais como febre, perda de peso, dor durante a noite, uso de corticoide e histórico de câncer. O tratamento dependerá da causa e, por isso, é necessário ter o diagnóstico correto. A partir disso, são utilizados analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios e moduladores da dor.

O paciente deve ter muito cuidado com a automedicação. Tanto para a melhora quanto para a prevenção das dores, a correção postural, a reabilitação com fisioterapia, os alongamentos e a atividade física orientada são importantes auxiliares.

Cabe salientar, ainda, que o tratamento da dor nas costas não é sinônimo de procedimento cirúrgico. Há várias opções medicamentosas disponíveis, que, combinadas à reabilitação, promovem melhoras em muitos pacientes. Contudo, não existe fórmula mágica: o tratamento precisa de comprometimento e dedicação.

Conheça os benefícios da acupuntura no tratamento da dor

Por Irmã Teresa Borghesan
Fisioterapeuta e membro do quadro funcional do Hospital Notre Dame São Sebastião

Numa analogia que nos ajuda a compreender o efeito da acupuntura sobre a dor, cada sessão seria uma poção composta por massagem relaxante, anti-inflamatório, corticosteróide, analgésico e antidepressivo. Afinal, ela atenua o desconforto devido a cinco mecanismos:

– o relaxamento muscular localizado na área contraturada ou no seu ponto de gatilho;
– a inibição dos impulsos dolorosos, pois a agulha estimula fibras A-delta do nervo periférico (responsáveis por bloquear, a nível medular, a entrada da informação dolorosa);
– a informação do agulhamento chega ao Sistema Nervoso Central, desencadeando reações como a supressão da dor e a liberação de Serotonina, Noradrenalina e Endorfinas, por toda medula espinhal; – a liberação do hormônio Adrenocorticotrófico, pela hipófise, e do Cortisol, pela glândula supra renal, irá impedir a liberação de citocinas inflamatórias;
– a ativação do nervo vago libera a acetilcolina que inibe a síntese de citocinas inflamatórias nos tecidos.

Você já ouviu falar em dermatite da fralda?

 Por Ana Camila Backes

Pediatra e membro do corpo clínico do Hospital Notre Dame São Sebastião

Também conhecida como eritema da fralda, tal dermatite é um termo que abrange as reações inflamatórias da pele que, causadas por substâncias irritativas como as fezes e a urina, acometem a área do corpo coberta pela fralda.

Apesar de dar nome às dermatoses, a fralda, por si só, raramente está implicada no desenvolvimento de dermatites de contato irritativas ou alérgicas.

A mais prevalente delas é a primária – também conhecida como assadura ou dermatite em W, em função do seu formato. Ela é caracterizada por vermelhidão brilhante que evolui para pele enrugada. Por vezes, são verificadas saliências associadas a inchaço e ligeira descamação.

A fim de evitá-las, atente para o seguinte:

– troque frequentemente as fraldas, evitando o contato prolongado da pele com as fezes e a urina;
– evite utilizar lenços umedecidos, preferindo algodão molhado para realizar a higienização da área;
– utilize pomadas com óxido de zinco como cremes de barreira, evitando pomadas combinadas com antibiótico, antifúngico ou corticoide;
– mantenha a pele o mais seca possível, aguardando alguns minutos para colocar uma nova fralda;
– opte por sabonetes com PH neutro ou ácido.

O tratamento geralmente é feito em casa, sob orientação do pediatra.